Friday, July 03, 2009

Aqui tem um Bando de Louco!

Será que o Veríssimo me homenagearia como eu fiz no passado? Sei não... Até hoje não deu para postar, mas fica aqui o registro de minha alegria:


E mais, no Achei USA, a crônica “Aparecidos” (
clique aqui).
Abrax e bom final de semana a todos/as,

RF

Monday, June 29, 2009

Debate Público Número Dois: "Who's Bad"?

Parece que é a época do ano. Ano passado, de Junho a Agosto morreram Tim Russert (analista político da MSNBC e NBC) e George Carlin, comediante favorito do blogueiro. Esse ano, na mesma temporada, morrem Ed Macmahon (que frequentemente “apresentava” o Tonight Show com Johnny Carson, também recentemente falecido), Farah Fawcett (a “anja” dos Estados Unidos) e Michael Jackson.

Sobre Michael Jackson há muito a dizer. Muito mesmo. Recomendo a leitura da Zine do Pirata, onde o próprio opina sobre a qualidade musical de um de seus ídolos. Discordo dele apenas em um “detalhe”: Para mim Thriller foi um dos melhores álbuns da música contemporânea desde a explosão tecnológica da comunicação de massas. E, além disso, a música They don’t care about us, de meados dos anos 90 (video-clip, inclusive, filmado exclusivamente no Brasil), é minha favorita entre as suas, o que prova que sua carreira não “morreu” há tanto tempo assim.

O video-clip de Thriller revolucionou a indústria. Fred Astaire, o maior dançarino do início do cinema americano, morreu invejando os movimentos impossíveis de MJ.

Acredito que o tema onde a imprensa menos mostra conduta ética e mais prova a ineficiência da incorporação absoluta do jornalismo social é quando trata de celebridades. O sensacionalismo que jornais como The New York Times evitam em qualquer outro artigo faz-se presente e estridente quando tratam de celebridades. Britney Spears, Anne Nichole Smith e outros já sofreram o “bafo de enxofre” que a midia às vezes exala. No entanto, acredito que ninguém tenha sofrido mais, e tão constantemente, quanto Jackson.

Se foi ou não pedófilo acredito que nunca teremos certeza. Há evidências para os dois lados, tanto com a perseguição midiática quanto com sua conduta (infantil, excêntrica, tendo sido abusado pelo pai em sua infância). Portanto, uma de minhas filosofias de vida é separar o gênio de sua pessoa caso ainda queira admirar a arte de anti-semitas, racistas, assassinos, pedófilos ou pedantes, maniacos-depressivos ou ninfomaniacos.

À Sexta-Feira assisti um especial de Bill Maher (comediante e apresentador de seu próprio show na HBO) entrevistando a Billy Bob Thornton, ator de Bad Santa, Armaggedon, The Astroaut Farmer, Monster’s Ball e Slingblade. Thornton tem também uma banda que leva seu nome, tocando e cantando canções de clássica relevância cultural aos Estados Unidos, e há alguns meses saiu no Youtube em uma entrevista a um radioalista canadense que terminou embaraçosa para ambos, quando o radioalista brincou com a validade da música do artista.

Voltando a Bill Maher, no programa Thornton mostrou sua paixão pela música e levantou uma questão que podemos discutir aqui em debate público número dois. Se você pudesse fazer uma lista das bandas e cantores/as que serão lembrados de hoje em 100 anos, quantos nomes encontraria pertencentes às décadas de 80, 90 e a atual? Thornton perguntou isso a uma amiga, e a maioria das pessoas que ela citava tiveram o início de sua carreira nos anos 40, 50 e 60. Um desses artistas citados pela “amiga” foi Michael Jackson, ao que Thornton respondeu: “Errada de novo, Jackson começou em 1969 com os Jackson 5”.

Jackson, no entanto, pode ser uma das últimas lendas da época em que o rádio revolucionou (e estragou, em parte) a indústria de gravadoras de discos. Penso em artistas dessa época que ainda vivem, e realmente não encontro ninguém (nem Ringo Starr e Paul McArtney) que despertasse tanto interesse público e que despertará tanto luto no dia de sua morte. Indubitavelmente, sendo quem fosse, exposto como fosse pela imprensa sangrenta e sedenta por celebridades, foi um dos últimos grandes mestres da popularidade universal (ao lado de Elvis Presley, Frank Sinatra e pouquíssimos outros).

Penso na pergunta de Thornton e já discuti o tema com pessoas que viveram os anos 70, por exemplo, e tiveram o privilégio de acompanhar os anos “dourados” de Jackson, e o surgimento e sucesso das bandas dos anos 50 e 60. Minha resposta final? Depende a quem perguntemos, a memória servirá melhor a gregos do que troianos, ou vice-versa. E, justamente pela propagação da comunicação de massas e pelas diversidades e variedades que encontramos no mundo artístico moderno, acredito que será difícil ou impossível alguém chegar ao mesmo patamar de fama, já que o excesso e a diversidade em excesso (o que acredito ser algo positivo mais do que negativo) realmente atrapalham a adoração universal, e hoje em dia o mundo é cada vez mais individualista.

E vocês? O que pensam disso? Podem citar o nome de ao menos 10 bandas e/ou cantores/as que serão lembrados e louvados de hoje em 100 anos? Qual é a extenção da influência da explosão tecnológica da comunicação de massas no século XX no gosto popular musical? Quais artistas dos últimos 100 anos vocês mais lembram?

RF

Friday, June 19, 2009

Velhas Novas

Voar de Novo - Achei USA.

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Thursday, June 11, 2009

Debate Publico Numero 1 - Salvem as Baleias!

Canais como o Discovey Channel e Animal Planet não de hoje transmitem uma seleção de documentários que considero excelentes e extremamente didáticos. Em “Deadliest Catch” (A Pesca Letal, em tradução livre), o DC criou um documentário serializado (quase um “reality show”, mas sério, se é que seja possível) sobre frotas de barcos pesqueiros no Alaska em busca da maior quantidade possível de caranguejos, uma competição concreta e real no mercado pesqueiro, valiosa (o potencial de cada barco é arrecadar milhões de dólares no fim de suas expedições) e bastante arriscada. O Animal Planet havia apresentado o outro serializado “Out of the Wild” (algo como “mundo selvagem”), onde pessoas comuns, moradores de cidades grandes, voluntariam-se e são escolhidos para um teste de sobrevivência sério, sem contar com a ajuda externa do “mundo civilizado”, onde correm perigos às vezes mais graves do que outras. DC também nos trouxe os Caçadores de Mitos, programa que adoro assistir regularmente.

A última moda do AP, no entanto, é um programa chamado “Whale Wars” (Guerra das Baleias), onde o grupo ambientalista radical “Sea Shepperd” (Pastor dos Mares), engaja-se em uma guerra infinita contra os pesqueiros japoneses responsáveis pela morte de mais de mil baleias anualmente. A pesca de baleias foi criminalizada pelo código universal ambientalista da ONU, mas como o mundo vive em anarquia global, ninguém reforça a proibição.

Além disso, existe uma saída legal para os japoneses. A pesca comercial foi proibida, mas existe uma cota anual de baleias que podem ser capturadas e mortas em “nome da ciência”, aproximadamente 950 baleias azuis, e outras 200 baleias finlandesas, esta última espécie em extinção.

A embarcação “Sea Shepperd” e seu fundador, Paul Watson, levam um grupo de 20-30 pessoas a navegar pelas gélidas águas da Artáctica em busca dos navios pesqueiros, cargueiros e abastecedores. Procuram uma frota específica, liderada pelo Nishinn Maru, navio cargueiro usado para receber as baleias caçadas e prepará-las para o envio. De modo a enganar os ambientalistas e o mundo em uma batalha midiática, o Nishinn Maru tem estampado em seu casco a palavra “Pesquisa”, e quando filmados pela equipe do “Sea Shepperd”, ostentam placas com dizeres como “estamos pesando o conteúdo intestinal das baleias” ou “estamos medindo suas carcaças”. Sem grandes esforços a equipe do “Sea Shepperd” já filmou o processo de envio da carne da baleia ao mercado japonês que ocorre no Nishinn Maru, entretanto.

Paul Watson foi um dos 11 fundadores do Greenpeace, uma das ONGs ambientalistas mais importantes do século. Por advogar uma postura mais agressiva pela causa ambiental, foi votada por todos os demais membros sua saída do grupo. De fato, o Greenpeace considera suas táticas arriscadas e violentas demais, assim ignorando pedidos de ajuda nos casos em que a visibilidade do “Sea Shepperd” limita sua capacidade de encontrar os “inimigos” pesqueiros.

Watson jamais machuca ou pretende machucar as tripulações dos navios que encontra. Com bolsas de papel repletas de ácido bórico (se não estou enganado, butyric acid traduz-se assim), ácido fétido que impregna as embarcações “inimigas”e dificulta o trabalho dos pescadores, e outras artimanhas parecidas (bolsas de farinha unidas a outro químico que faz dos pisos escorregadios ao explodir, sendo que a farinha dificulta a limpeza do produto), a equipe do “Sea Shepperd” jamais atinge a tripulação, apenas dificulta sua vida marítima.

No entanto, em alguns casos Watson parece arriscar demais a vida de seus voluntários. Alguns destes assumem a responsabilidade de arriscar a própria vida em nome das baleias, mas outros percebem as ordens do capitão e de seu “primeiro-marujo” como contra-produtivas. Ao abordar uma das embarcações pesqueiras, por exemplo, criando assim um conflito diplomático entre a Austrália e o Japão, Watson fez com que dois de seus tripulantes arriscassem encarceiramento em terra japonesa, ou até mesmo na Austália. Representantes do Greenpeace clamam que o episódio atrasou sua batalha em nome da causa.

Outro fator importante na análise do “Sea Shepperd” é que sua embarcação é velha, não contém proteção contra gelo (o que é perigosíssimo quando se trata da Antárctica), e grande parte da população não tem a menor experiência em navegações do tipo. O mini helicóptero que contribui nas buscas quebrou no meio da primeira temporada, e o barco inteiro teve seu motor e uma série de válvulas quebradas ao longo da desgastante viagem. Vale lembrar que dois minutos em águas como essas matam qualquer ser humano, não importa como esteja vestido. E não é que três tripulantes quase morreram congelados em uma das empreitadas? Pois bem, os riscos são reais e severos, e a pesar da grande notoriedade com o programa do DC, são corridos bem antes da descoberta do canal das descobertas.

E você? O que pensa disso? Vale arriscar a própria vida em nome da causa? Vale arriscar a vida de outras pessoas em nome dessa causa? Poderiam faze-lo de modo diferente? A causa ambientalista parece importante a esse ponto? Comente sua opinião, é a única que vale!

RF

Wednesday, June 10, 2009

Sigam os passos dele...




Venancio de novo!


Leiam as boas novas aqui.